Calma, não se apresse e ache que alguma coisa deu errado e tivemos que voltar mais rápido de nossa viagem pra Buenos Aires. Na verdade, o motivo de adiantarmos em um dia a ida para Argentina foi a despedida. Tudo bem que foi uma despedida de solteira depois de já casada no civil, mas as chicas brasileiras não tinham como chegar antes do casório oficial e a despedida teve que esperar.

O fato da Mari já está casada oficialmente não impediu em nada a diversão e a criatividade das chicas argentinas. Confesso que elas nos surpreenderam muito. Ficamos até meio abobadas de tão surpresas, certo meninas?
A aventura Despedida de Solteira começou com a ganância e deslumbre com a Calle Florida. Voltamos do Recoleta e ficamos um bom tempo entrando em todas as sapatarias da famosa rua e experimentando botas, sandálias e sapatos de couro. Os vendedores já cansados de tantos brasileiros que não cansavam de chamá-los de moço, para eles, garçom. E como fomos no início da primavera, as botas estavam em liquidação, mas logo os modelos mas bonitos, não tinham os números que queríamos, né Fernandinha?
Chegamos no hostel já atrasadas para a festa da Mari. Correria para tomar banho e arrumar e, para desespero da Bensiminha, o secador de cabelos da Lu emprestado para viagem queimou. Por sorte, quando subia para o quarto das meninas, passei por um banheiro de porta abertas com uma gringa secando o cabelo. Misturando inglês e mímicas consegui pegá-lo emprestado para salvar os cabelos rebeldes de minha amiga.
Todas prontas, endereço anotado no papel, hora de pegar o táxi. O taxista parou, entramos. Ele arrancou e mostramos o papel com o endereço. Ele parou e nos mandou descer, não fazia viagens para esse bairro, muito distante. Paramos um segundo taxistas e quando falamos para onde íamos, novamente fomos dispensadas. Que raio de lugar é esse? Por sorte, o terceiro aceitou nossa viagem. Como todos os taxistas de Buenos Aires, o cara era estranho. Corria muito e passava por cada gretinha de arrepiar. Chegamos na avenida que cruzava a calle que queríamos e ele nos explicou como chegar dali, pois pra nos deixar na porta era uma grande volta. A essa altura, já estávamos tipo uma hora atrasadas. Resolvemos parar no posto para comprar cigarros antes de continuar a aventura. Seguimos o que entendemos da explicação do taxistas, porém, não existia o número de casa que procurávamos. Resolvemos bater a campainha em uma que estava com as luzes acessas, para pedir informação, já que a pequena rua estava deserta. O senhor que atendeu a janela não deve ter entendido nada, quatro mulheres arrumadas batendo em sua casa depois das 10 da noite. Ele foi muito gentil e nos explicou como chegar em nosso destino.
Quando chegamos na esquina, encontramos Mauro, que a Mariana havia colocado na função de nos achar. Claro, que ela estava super preocupada com nosso paradeiro.
A festa era apenas para mulheres. Mauro então foi embora e subimos para a casa da irmã do noivo da irmã do Mauro, ou seja, tudo em família. Bebidinhas e empanadas a vontade! Inclusive, nesse dia comi a melhor empadana que encontrei em Buenos Aires, de queijo com acelgas!
Todo mundo pronto, começaram as brincadeiras. Primeiro, Mari teve que responder algumas perguntas que já haviam sido feitas ao Mauro por Maru, sua colega de trabalho, que também filmou tudo. Se ela acertasse ou errasse a resposta do Mauro, tinha que beber! E foi cerveja, vodka… Nós avisamos do perigo que é Mariana + mistura de bebidas. Mas acho que esse negócio de casamento muda mesmo as pessoas e não é que ela nos surpreendeu!
A segunda brincadeira foi ainda mais divertida. A Mari tinha que escolher uma amiga e juntas fazerem a posição indicada por uma terceira. Fui a primeira escolhida pela Mari e fizemos a posição do peixe. Acho que era isso mesmo, me corrijam se estiver enganada.

A cada prenda, ela tinha que tirar uma peça de sua roupa e vestir uma da fantasia especialmente feita por suas amigas argentinas. Quanta criatividade!
Depois de pronta a Mari She-Ra, chegou um trenzinho da alegria, daqueles que são muito comuns em praias brasileiras. E nele entramos, ao som de regeton, a caminho do boliche (boate). O trenzinho andava a 20km por hora e ainda paramos para comprar cigarros e fazer xixi em um posto de gasolina. Muy divertido! Enquanto íamos, distribuíamos folhas com imagens feitas em photoshop com a cara da Mari em corpos de mulheres gostosonas.
Chegamos na boate e uma das amigas da Mari já se agilizou para nos colocar pra dentro de graça e com direito a área vip e champagne. A boate é bem bacana, com dois ambientes. Um lotado tocando música baranga e um agradável tocando eletrônico. Até agora não entendi porque raios ficamos o tempo todo na parte da música baranga, que ainda tinha uns playmobil bombados dançando sem camisa em cima de um palco. E eles ainda tinham certeza de que eram bonitos e gostosos. Oh coitados!
Voltamos de táxi e se achávamos que já tínhamos visto tudo quanto é taxista louco em Buenos Aires, esse superou tudo. O senhor barrigudo e falante não passava da segunda marcha. Pegamos uma rodovia e ele engasgando de segunda! Claro que o calhambeque do tio morreu algumas vezes e confesso que fiquei com medo de não chegarmos nunca.
De volta ao hostel, hora de dormir porque no dia seguinte era apenas nosso terceiro dia de viagem e ainda tínhamos muito a conhecer.
Ah, guardei o cartão que o rapaz do trenzinho – Tren de Paseo Trompita – nos passou. Se alguém precisar contratar um trem da alegria em Buenos Aires para Traslados, Despedidas, Egresados e Cumpleaños é só ligar para 4713-6575 ou mandar e-mail para planoamericano2003@yahoo.com.ar
















Esse chico merece uma descrição. Milu, por favor, coloque nos comentários o nome dele. Acho que era Luís, mas não tenho certeza. Enfim, ele foi o responsável por nossa entrada gratuita na boliche e também na área vip. Acredito que ele também foi quem ofereceu o champagne. A foto acima foi um pedido dele, que queria tirar uma foto com as chicas brasileiras. Ele veio nos contar que é dançarino de axé. Parece que já trabalhou na Bahia. Só que os axés dele estão bem desatualizados, acreditamos que tem um tempo que ele não comparece ao verão baiano. E sabe o que ele disse? Que tem certeza que dança axé melhor do que a gente. Eu também não duvido disso, meu caro! Bem, se até aí não foi engraçado o suficiente, o motivo que ele entrou mesmo na história da viagem foi quando o rapaz chegou pra mim e pra Bensiman e disse: Tienes fuego? Respondemos: A Milu tem. E chamamos a Milu para que ela emprestasse o isqueiro pro dançarino de axé. Ele chegou pra ela e repetiu: fuego? E a Milu entregou o isqueiro. Porém, ele disse: Não, fueiciboo. Novamente a Milu entendeu fuego, como todas nós que insistíamos em entregá-lo o isqueiro. Até que a Milu conseguiu entender que na verdade o que ele estava dizendo era: facebook! Essa ficou pra história!

Publicado por Fernanda em fevereiro 2, 2010 às 7:31 pm r r
Show Pimentinha….ô saudade…teve bom demais!
Vale a pena conhecer Buenos Aires!!!
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